sábado, 3 de julho de 2010

ken era realmente gay

Não que isso me surpreenda, mas enfim. Neste ano foi lançado o livro que conta a história da Ruth Handler, a criadora da Barbie e fundadora do império Mattel.
Eu, particularmente, sempre gostei da Barbie, achava Susi, a concorrente, muito horrorosa e com cara de prostituta. Nada contra morenas, bem brancas e com vastos lábios carnudos e vermelhos, tampouco prostitutas, mas naquela idade isso me parecia muito errado.
Como eu ia dizendo, o livro fala sobre a Ruth e, obviamente, sobre a Barbie, que virou sinônimo de boneca e até estereótipo de beleza. A Barbie foi criada porque Ruth se cansou das singelas bonecas da época, que só sabiam se parecer com bebês, e criou, em uma boneca, o que ela considerava o seu ideal de menina mais velha.


Vale a pena a leitura, não só pela Barbie ser um dos mais comercializados brinquedos da face do planeta Terra, mas pela história de vida da senhora Handler e a forte mensagem do produto, que desde os anos 80 afirma que “nós, garotas, podemos fazer qualquer coisa”, perdurando até hoje, obviamente.


E sobre o Ken, ela usou o nome do filho no boneco, que foi homossexual e acabou morrendo com AIDS, revelando esta informação no leito de morte. Mesmo antes da Ruth saber sobre as tendências de seu filho, a comunidade gay americana já havia agregado esta imagem ao boneco. Ironia?

Nenhum comentário: